• Welliton Girotto

Cidadão Europeu, Cidadão do Mundo.

Trabalho, igualdade de gênero e direitos. Quais são os melhores países da Europa para as mulheres viverem?


Os melhores países para as mulheres.


Oportunidades de carreira, igualdade de gênero, sistema de bem-estar eficiente, educação e saúde, licença parental e lei da maternidade.


Há muitos fatores que uma mulher, ao decidir mudar sua vida e se mudar para outro país, deve considerar para fazer a melhor escolha.


Fazer as malas e emigrar para um país que não é o seu, mudar a linguagem e os hábitos, encontrar um emprego e um novo lar nunca é fácil, especialmente se você está sozinha.

É por isso que se torna fundamental avaliar todos os prós e contras e levar em conta uma série de parâmetros que podem nos ajudar e nos guiar na busca da solução mais adequada às nossas necessidades.


A American Wharton University elaborou uma classificação feminina dos melhores destinos em colaboração com a US News & World Report. A pesquisa é baseada em uma amostra de mais de 7 mil mulheres.


O resultado é uma lista de nações selecionadas pela a qualidade de vida, levando em conta diferentes parâmetros: direitos humanos, igualdade de gênero, igualdade de renda, segurança e papel na sociedade.


Sete países europeus brilham no top 10. O restante do ranking da Wharton University vê a França (11º), Irlanda (12º), Estados Unidos (13º), Japão (14º) e Espanha (15º). A Itália está no 16º lugar do ranking mundial, depois da Espanha e antes de Portugal.


Mas vamos ver quais são os "melhores países para as mulheres".


A primeira posição não é realmente uma surpresa. Com um dos sistemas de bem-estar mais eficientes do mundo, um serviço de assistência social relacionado a renda e uma das licenças parentais mais flexíveis da Europa, a Dinamarca conquista o recorde entre os 60 melhores lugares para uma mulher viver.


O país escandinavo, de fato, possui uma lei sobre licença-maternidade e licença parental entre as mais invejadas na Europa.


Saúde e educação são gratuitas para todos. E o apoio para as famílias trabalhadoras aumenta pela renda. Também terá custo de vida entre os mais caros da Europa, mas continua sendo o melhor país do mundo para se viver, se você for mulher.


A economia dinamarquesa baseia-se também no modelo "flexigurança", que combina um mercado de trabalho flexível com uma política de apoio aos desempregados.

Isto permite aos cidadãos europeus beneficiar de um elevado nível de segurança no trabalho, encontrando facilmente um emprego em todas as fases da sua vida ativa e tendo boas perspectivas de desenvolvimento de carreira num ambiente econômico em rápida mutação.


O Norte da Europa está novamente em segundo lugar com a Suécia, um modelo em igualdade de gênero e no apoio à família.


Estocolmo, em particular, destaca-se pela pontuação em equidade entre homens e mulheres. Em geral, no país escandinavo, a porcentagem de emprego feminino chega a incríveis 70,3%.

Soma-se a isso o compromisso com os direitos humanos, o serviço público e a sustentabilidade, que ajudaram a tornar a nação um líder em assuntos internacionais.


Os serviços de saúde, bem como a educação, são gratuitos e sua população possui uma das mais longas expectativas de vida do mundo.


É provavelmente também devido à generosidade dos suecos: todos os anos cerca de 1 por cento do produto nacional bruto é atribuído a programas de ajuda humanitária.


Terceiro lugar, e primeiro país não europeu no ranking, Canadá. O crédito também se deve à imagem progressista de seu jovem primeiro-ministro, Justin Trudeau, que repetidamente se denominou "feminista" em público e prometeu trabalhar duro para derrubar o que resta do telhado de cristal.


Basta dizer que, pela primeira vez na história do país, o número de mulheres ministras é o mesmo dos ministros do sexo masculino.


Aqui a oportunidade de fazer carreira para as mulheres é muito alta graças às políticas de apoio em favor das cotas cor-de-rosa. O Canadá é, portanto, um país ideal para encontrar trabalho, especialmente para mulheres, mesmo que sejam imigrantes, graças a um acordo entre os governos canadense e italiano, as condições para um emprego e tratamento satisfatórios aumentaram consideravelmente.


Na quarta posição temos um país no norte da Europa, na Holanda. Os serviços oferecidos a novas mães, como a babá gratuita nos primeiros períodos, afetam positivamente o resultado de Amsterdã. Um sonho para muitas mulheres.


Além disso, oferece-se às mães trabalhadoras maior flexibilidade, tanto em termos de horário de trabalho quanto de possibilidade de trabalhar em casa, condições que certamente as encorajarão a se tornarem mães.


Imediatamente depois da Holanda vem a Austrália (5º lugar). Na terra dos cangurus as mulheres são aquelas que estudam mais e com maior rendimento. Nos últimos anos, o governo implementou uma série de regras relacionadas ao maior envolvimento de cotas femininas nos conselhos de administração das empresas, para citar um exemplo.


O resultado é um aumento na igualdade de remuneração e renda recebida. Aqui as mulheres ganham em média 3% a mais que os homens. Altos níveis de emancipação, participação política e econômica contribuem para sua alta classificação.


Com um percentual entre os mais altos para o emprego feminino, a Nova Zelândia ganha a sexta posição de melhores países para mulheres.


Aqui é possível encontrar o maior número de mulheres com diploma do ensino médio e a menor diferença salarial entre homens e mulheres (a menor do mundo): apenas 4%. A porcentagem de mulheres em empregos de alto nível também é alta.


Finalmente, as leis contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro marital tornam o país entre os mais seguros para as mulheres.


Voltamos para a Europa com a Alemanha (7º lugar). A participação na força de trabalho, a igualdade de remuneração e a porcentagem de mulheres entre legisladores, altos funcionários e gerentes fazem do estado teutônico um dos melhores para se pensar em mudar se você for mulher.

Ainda na Europa, com o Reino Unido (8º lugar). A baixa posição no ranking deve-se aos custos exagerados dos jardins de infância, que absorvem cerca de 40% de um salário médio, e devido à baixa propensão de confiar tarefas importantes às mulheres.


Embora, como vimos, o novo primeiro-ministro britânico seja realmente uma mulher, Teresa May.

Segurança, altos salários, colocam o Luxemburgo em nono lugar. Além de ser um dos países mais ricos do mundo, o pequeno estado também é um dos mais seguros, graças a uma baixíssima taxa de criminalidade. A qualidade de vida é muito alta, assim como a renda e o bem-estar econômico.


E mais uma vez: relações sociais, compromisso civil, emprego e renda, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, segurança pessoal, bem-estar subjetivo, saúde, qualidade ambiental e moradia.

O risco de crime é muito baixo: no Luxemburgo é mais fácil ganhar dinheiro do que roubá-lo.

Décima posição para a Áustria. Se considerarmos a qualidade de vida, para as mulheres que querem imigrar, a Áustria bate todos os outros países.


A segurança pessoal, a qualidade ambiental e as atividades de lazer disponíveis fazem dele um pequeno paraíso.


Aspectos que contribuem para o foco na assistência infantil e educação. Mas os serviços do ponto de vista da segurança e saúde, em particular, receberam o maior consenso.


Porém, ara se viver nestes países, ou você consegue um visto que permita residir e trabalhar legalmente, ou você investe em uma dupla cidadania. Lembrado que as menos restritivas, nos dias de hoje, são a cidadania italiana e a portuguesa.

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